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Cobertura do 8° Encontro - dos lançamentos da OMS ao impacto da COVID-19 sobre as DCNTs

O impacto das doenças crônicas no atual cenário da pandemia e lançamentos de dois materiais internacionais foram destaques do 8º encontro do FórumDCNTs


As doenças crônicas são um dos principais desafios de saúde pública nos países da América, com impactos na qualidade de vida, nos serviços de atendimento e, atualmente, elevado índice de mortalidade de pessoas com essas condições quando infectadas pelo novo coronavírus.

Mesa de Abertura - Comissão Consultiva do FórumDCNTs trazendo reflexões multistakeholders e multisetoriais sobre "Parcerias, Oportunidades e Riscos em 2021".


A proposta do FórumDCNTs é identificar prioridades e promover parcerias entre instituições dos setores público, privado e terceiro setor para contribuir ao combate da causa de mais de 75% das mortes no Brasil. “Além de fortalecer os esforços no enfrentamento dessas doenças, o encontro abordou o importante papel das parcerias em saúde nas questões de prevenção, tratamento e controle dessas doenças, dentre elas: diabetes, hipertensão arterial, câncer, doenças vasculares, doenças respiratórias, saúde mental e obesidade”, conta o Coordenador do FórumDCNTs, Dr. Mark Barone, Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes.


Uma das doenças com maior prevalência, o diabetes, possui, atualmente, meio bilhão de pessoas acometidas no mundo. Como o aumento na incidência dessa condição vem preocupando especialistas, o evento também foi palco do lançamento do Global Diabetes Compact no Brasil. O material, produzido pela OMS com a colaboração de especialistas de diferentes setores e países, incentiva ações que contribuem para melhorias de acesso aos tratamentos e uma reconstrução otimizada dos sistemas de saúde, levando em conta o que estamos aprendendo com as experiências da pandemia. “Empoderar pessoas com diabetes e elevar o nível de letramento e educação em saúde em populações de risco pode levar a importantes resultados para a prevenção de DCNTs e suas complicações”, analisa o especialista ao enfatizar que as ações sobre os fatores de risco ainda são limitadas e que vivemos em um ambiente descrito como obesogênico, que favorece comportamentos não saudáveis.


Esse cenário revela que a população continua sob risco de desenvolver complicações devido à presença de comorbidades. Por esse motivo, o FórumDCNTs também aproveitou o encontro para lançar outro material estimulando o engajamento das pessoas com DCNTs em processos decisórios. O assunto está no relatório da OMS "Nothing for us, without us", que descreve como e por que engajar pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e alterações de saúde mental ou neurológica, para a efetividade de programas e políticas dedicadas a essas condições.

Apresentação da Dra. Neda Milevska-Kostova (IAPO).