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Relatório do GT Diabetes - 7° encontro do FórumDCNTs 2020

Problema(s) prioritário(s) identificado(s):

O grupo é composto por múltiplos atores, desde indústria, terceiro setor, associação de pacientes, academia, sociedade médica, entre outros. Considerando os diversos perfis, foram observados alguns problemas/ desafios, conforme detalhado abaixo:

INDÚSTRIA – Dois grandes desafios para a indústria é o Compliance e limitação de orçamentária. Muitas vezes a indústria tem bons exemplos de projetos que podem ser embarcados pelo poder público, mas que, por falta de compreensão e visão sobre como a indústria pode contribuir com o fomento de políticas públicas, acabam não seguindo. A indústria precisa atuar para garantir a promoção, prevenção e tratamento. Por outro lado, é preciso ter a compreensão por parte do poder público sobre o real benefício de um medicamento adequado. A decisão não pode ser feita exclusivamente pelo viés financeiro, mas por critérios científicos. Também é preciso entender a disparidade que existe entre os setores privado e público, onde há um descompasso em relação aos tratamentos oferecidos nos dois setores, gerando resultados distintos e impactos orçamentários graves para o sistema.

TERCEIRO SETOR – A grande dificuldade encontrada para implementar uma política de saúde é o “como”. O desafio é criar estratégias efetivas, onde quem está na linha de frente possa obter resultados e, principalmente, repassar informações com clareza aos públicos envolvidos. Outro ponto é trabalhar a prevenção, com políticas que permitam prevenir, diagnosticar, acompanhar e tratar.

PROFISSIONAL DE SAÚDE – Um público importante na jornada do paciente é o profissional de saúde e, para isso, faz-se necessário investir em capacitação dos múltiplos profissionais de saúde, em todo o processo, e não apenas o médico. Outro ponto relevante é trabalhar com indicadores, mas há o entrave da inexistência de prontuário eletrônico. É unânime que uma Atenção Primária coesa proporciona benefícios à jornada do paciente.

ACADEMIA - Faz-se oportuno observar o paradoxo da prevenção, onde uma parcela muito maior da população está exposta à um risco baixo mas, naturalmente, e se não houver uma intervenção, essa parcela pode migrar para um nível mais grave, sobrecarregando o sistema de saúde e agravando o quadro clínico. Apresentação de uma pesquisa Comportamentos, da Fiocruz, FMG e Unicamp (https://convid.fiocruz.br/), que revela que pessoas com doenças crônicas têm alto nível de sedentarismo, maior tempo de tv, menor consumo de frutas/ hortaliças e atividade física. A pesquisa revela onde está o problema, assim a política pública precisa atuar nas causas do problema.

SOCIEDADE MÉDICA - As sociedades médicas têm dado suporte ao SUS, especialmente no momento de pandemia, juntamente com outros atores sociais, à exemplo do CONASS. A ideia é prover esclarecimentos aos profissionais de saúde do Sistema. As sociedades precisam atuar em parceria com os gestores públicos provendo informações qualificadas e referências técnicas que possam contribuir com a redução das comorbidades e das DCNTs. Na parte técnico-científica precisa existir abertura maior para discutir mais saúde e menos política. Um caminho viável seria atuar em parceria com o CONASS e CONASEMS, que estão na linha de frente e mais sensíveis a ajuda e escuta mais ativa.


Resumo das propostas e/ou parcerias para enfrentar o(s) problema(s) identificado(s). Como os participantes desta reunião planejam atuar, especialmente nos próximos 6 meses ou 1 ano, para enfrentar o(s) problema(s) identificado(s)?

Desenvolvimento de projetos multidisciplinares (indústria, sociedades médicas, associação de pacientes, profissionais de saúde, Conass e Conasems) para construir pilotos que visem apoiar a pessoa com diabetes na "jornada do paciente" e possa ampliar o acesso aos tratamentos de qualidade.


Nome das instituições e seus representantes, participantes desta reunião do Grupo Temático:

  • Balduino Tchiedel, ICD

  • Eduardo Vieira, Sanofi

  • Elton Junio Sady, UFMG

  • Fadlo Fraige Filho, ANAD/FENAD

  • Gabriela Cavicchioli, IBTED

  • Hermelinda Pedrosa, SBD/SBEM

  • Marília Gusmão, Boehringer Ingelheim

  • Regina Bernal, NUPENS

  • Ronaldo Wieselberg, ADJ