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Associação de alimentos ultraprocessados e o aumento de DCNTs, segundo a OMS

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), hipertensão arterial, hiperglicemia em jejum, sobrepeso e obesidade estão entre os principais fatores de risco de morte para a população mundial. Essas alterações foram responsável por 23% das mortes no mundo em 2004 e 31% dos registrados nas Américas no mesmo ano. Em 2019, esses fatores foram responsável por 44,5% das mortes na Região, ou seja, cerca de 3,2 milhões de mortes. Por outro lado, são os fatores que mais contribuíram para a perda de anos de vida saudável na Região, com 83 milhões de anos de vida saudável perdidos.


Tanto a hipertensão quanto hiperglicemia de jejum e excesso de peso ou obesidade estão intimamente ligados a má alimentação, em grande parte devido ingestão excessiva de calorias e nutrientes relacionados com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) como açúcares, sódio e gorduras totais, saturadas e trans. Por sua vez, a ingestão excessiva desses alimentos é resultado, em grande parte, da ampla disponibilidade, acessibilidade, publicidade e promoção de produtos alimentares ultraprocessados ​​e processados ​​contendo quantidades excessivas desses nutrientes. Como consequência, novas políticas têm sido desenvolvidas com o intuito de melhorar o sistema alimentar e reduzir o consumo de produtos ultraprocessados.

Entre essas políticas estão a nova rotulagem dos produtos ultraprocessados, impostos, restrições de mercado e regulamentação ambiental, melhoria da alimentação escolar e outros ambientes, incentivo para reduzir a oferta e a demanda desses produtos não saudáveis, além de promover alguns padrões alimentares saudáveis ​​e preparações culinárias à base de alimentos naturais ou minimamente processados.


Vale destacar que a proporção de pessoas que consomem açúcares em excesso no Brasil, segundo recomendações da OMS, é 81% maior.


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