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Estudo da OPAS aponta crescimento da incapacidade no Brasil, devido ao Diabetes

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) divulga um importante relatório acerca do diabetes, uma das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) mais prevalentes no Brasil e no mundo. O estudo mostra os perfis nacionais nas Américas, referentes a carga de outras condições causadas pelo diabetes, assim como a doença renal crônica (DRC), o que favorece no monitoramento das estratégias implementadas para enfrentar o diabetes. Os perfis dos países revelam que, nos últimos 20 anos, a incapacidade devido ao diabetes aumentou em todos os países da região, tanto em homens como em mulheres.

Foto: Freepik

Esta primeira versão dos perfis, que abrange o período entre 2000 e 2019, mostra a tendência da mortalidade, anos de vida perdidos por morte prematura, anos vividos com incapacidade e anos de vida ajustados por incapacidade para ambas as condições. Foram preparados com os dados mais recentes disponíveis das estimativas de saúde global da Organização Mundial da Saúde (OMS) e pretendem se tornar uma ferramenta útil para monitorizar estratégias relacionadas.


O Brasil, um país com mais de 203 milhões de habitantes (atualização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2023) teve 70.780 mortes por diabetes, relacionadas à doença renal crônica, no ano de 2019, época do estudo deste relatório, e 2 a cada 5 óbitos acontecerão de forma prematura, em pessoas entre 30 e 69 anos (28.515 mortes). Os dados amostrados apenas sobre diabetes mostram um número um pouco menor, 59.608 mortes, a maioria de mulheres, que têm menos mortes que homens entre os 30 e 69 anos (10.809 contra 12.858), porém mais óbitos após os 70 anos (21.152 contra 14.141).

Dados sobre a Tendência da taxa padronizada de anos de vida perdidos por morte prematura (YLL) por diabetes. Foto: Reprodução

Outro número impactante no relatório sobre o Brasil se dá na "Tendência da taxa padronizada de anos de vida perdidos por morte prematura (YLL) por diabetes (DM)". Com dados coletados entre 2000 e 2019, a redução dos anos perdidos é considerável, mas a quantidade de anos perdidos de vida ainda é preocupante. No fim do século XX, as mulheres tinham 701,7 anos perdidos por DM, enquanto os homens 633 anos perdidos. Já em 2019 os números foram reduzidos e invertidos, com os homens a perderem 588 anos, enquanto as mulheres ficaram perdem 479,4 anos.


Já no gráfico sobre a "Tendência da taxa padronizada de anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs) devido ao diabetes, por sexo, 2000-2019", na divisão por gêneros, os homens aumentaram os anos de vida perdidos neste intervalo de 20 anos, passaram de 1.054 em 2000 para 1.112,9 em 2019, enquanto no retrato entre as mulheres teve uma queda considerável, de 1.122,7 para 965,2 no mesmo período.


Acesse o relatório completo sobre o Brasil aqui.


Acesse também o relatório sobre os outros 30 países das Américas aqui.


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