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Pandemia de COVID-19 agrava os fatores de risco para suicídio

Atualizado: Set 21

O coronavírus está afetando a saúde mental de muitas pessoas, especialmente dos profissionais de saúde. Dados de estudos recentes mostram aumento de complicações mentais, como angústia, ansiedade e depressão. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alerta que a pandemia de COVID-19 pode exacerbar os fatores de risco de suicídio, e como forma de prevenção, estimula as pessoas a falarem sobre o assunto de forma aberta e responsável, a permanecerem conectadas mesmo durante o distanciamento físico e a aprenderem a identificar os sinais de alerta para prevenir casos.


Dados de estudos recentes mostram um aumento da angústia, ansiedade e depressão entre os profissionais de saúde. Além disso, a violência, transtornos por uso de álcool, abuso de substâncias e sentimentos de perda são fatores importantes que podem aumentar o risco de uma pessoa decidir tirar a própria vida.


Nas Américas, estima-se que 100.000 vidas são perdidas anualmente, de acordo com os últimos dados disponíveis de 2016. A maioria dos suicídios na Região ocorre em pessoas entre 25 e 44 anos de idade (36%) e entre 45 e 59 anos (26%). Como no resto do mundo, as taxas de suicídio em homens permanecem mais altas do que em mulheres, cerca de 78%.

"Neste ano de 2020, nos encontramos em circunstâncias muito inesperadas e desafiadoras enquanto enfrentamos a pandemia COVID-19. O impacto do novo coronavírus provavelmente teve um efeito sobre o bem-estar mental de todos. E é por isso que este ano, mais do que nunca, é fundamental que trabalhemos juntos para prevenir o suicídio”, disse Renato Oliveira e Souza, chefe de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OPAS. Pensando nos ajustes necessários para a prevenção de suicídio, o FórumDCNTs está oferecendo um webinar com o Ministério da Saúde, a OPAS e o Centro de Valorização a Vida (CVV), abordando Saúde Mental A Partir da Pandemia (Para se registar, clique aqui).


Sinais de alerta de suicídio


Segundo a OPAS, a maioria dos suicídios é precedida por sinais de alerta verbais ou comportamentais, como:

  • Falar sobre querer morrer;

  • Sentir grande culpa ou vergonha ou sentir um fardo para outros;

  • Sensação de vazio, desesperança, aprisionamento ou falta de razão para viver;

  • Sentir-se extremamente triste, ansioso, agitado ou cheio de raiva;

  • Dor insuportável, seja emocional ou física.


Além disso, podem acontecer mudanças comportamentais, como:

  • Fazer um plano ou pesquisar maneiras de morrer;

  • Afastar-se dos amigos, despedir-se, distribuir itens importantes ou fazer testamentos;

  • Fazer coisas muito arriscadas, como dirigir em velocidade extrema;

  • Ter mudanças extremas de humor;

  • Comer ou dormir muito ou pouco;

  • Usar drogas ou álcool com mais frequência.


Intervenções para prevenção de suicídio


O suicídio pode ser evitado e intervenções eficazes estão disponíveis. Em um nível pessoal, a detecção precoce e o tratamento da depressão e dos transtornos por uso de álcool são essenciais para a prevenção do suicídio, bem como acompanhamento daqueles que já tentaram o suicídio e o apoio psicossocial nas comunidades. Se uma pessoa detectar sinais de suicídio em si mesma ou em alguém que conhece, deve procurar a ajuda de um profissional de saúde o mais rápido possível. Remover as barreiras de acesso aos cuidados de saúde mental, limitar o acesso aos meios para cometer suicídio, fornecer informações verdadeiras e adequadas sobre o assunto na mídia, assim como reduzir o estigma associado à procura de ajuda podem ajudar a reduzir os casos.


A OPAS está trabalhando com os países da Região para fortalecer os sistemas de saúde que podem ter poucos recursos ou estarem sobrecarregados pela pandemia de COVID-19, para abordar o aumento potencial de casos de distúrbios e saúde mental (tanto novos, como agravantes de casos pré-existentes) e para manter a continuidade de cuidados para pessoas com problemas de saúde mental e uso de substâncias.

A OPAS também recomenda incorporar o apoio à saúde mental e psicossocial nos planos e esforços de resposta do COVID-19. Algumas recomendações incluem atendimento remoto ou virtual, adaptação e disseminação de mensagens para a população em geral, bem como para as populações de maior risco e o treinamento de profissionais da área da saúde e outros membros da comunidade sobre o assunto. Adaptado por Lucas Xavier de: COVID-19 pandemic exacerbates suicide risk factors (PAHO)

Ferramentas para prevenção de suicídio:

Curso virtual - "Prevenção de lesões autoprovocadas / suicídio: capacitando profissionais de saúde primária"

Prevenção do suicídio: um recurso para profissionais da mídia

PAHO: Prevenção de suicídio



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