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Datafolha aponta que 94% dos brasileiros apoiam aumento de impostos para produtos nocivos à saúde

Discussões acerca da Reforma Tributária ganham força entre a população, que apoia o aumento de impostos em cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados, de acordo com pesquisa Datafolha


A maioria da população (94%) apoia impostos seletivos para produtos que fazem mal à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, plásticos e que têm alta emissão de carbono, em acordo com o previsto no texto da reforma tributária. Para 73% das pessoas entrevistadas, o valor arrecadado com esses produtos deve ir para o Sistema Único de Saúde (SUS), para tratamentos das doenças relacionadas ao seu consumo. Em temas como alimentação, 89% concordam que apenas alimentos saudáveis como frutas, arroz e feijão devem compor a cesta básica.


A pesquisa Datafolha mostrou que, para 79% dos entrevistados, cigarro e outros produtos de tabaco devem ter impostos mais altos. A porcentagem para bebidas alcoólicas é de 71%. O meio ambiente também é uma preocupação e, assim, 72% concordam com impostos seletivos para produtos responsáveis por altas taxas de emissão de carbono; 64% para agrotóxicos; e 55% para embalagens e sacolas plásticas.

Já para as bebidas adoçadas e ultraprocessados, os índices de aprovação são menores, mas ainda assim consideráveis, de 47% e 46%, respectivamente, o que mostra conscientização sobre os riscos associados desses produtos à saúde.

Na questão sobre incentivos fiscais para os setores prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, a pesquisa mostra que 57% das pessoas entrevistadas são contrárias a que o governo estimule as empresas.


A seguir, destacamos o que pensa a população a respeito dos principais fatores de risco de doenças crônicas não transmissíveis:

Tabaco

A população reconhece que cigarros são vendidos a partir de R$ 5 e 83% concordam que impostos de produtos de tabaco devem ser mais altos para desestimular o consumo, enquanto 84% são a favor que as empresas fabricantes paguem ao SUS pelo tratamento das doenças tabaco relacionadas.

Para 70%, os aditivos de sabores como menta, cravo ou baunilha, que estimulam a iniciação, deveriam ser proibidos por lei. Já os dispositivos eletrônicos para fumar, categoria que inclui cigarros eletrônicos ou tabaco aquecido, devem continuar proibidos para 79% dos entrevistados.

Álcool

Metade da população entende que beber, mesmo de vez em quando, faz mal à saúde. Para 38% dos entrevistados, as bebidas estão associadas a acidentes de trânsito; para 36%, à dependência; e para 36%, à violência doméstica.

59% das pessoas são contra a veiculação de propaganda de cerveja na TV, redes sociais e eventos esportivos. A veiculação de propaganda de cerveja é mais aceita entre os homens, mais jovens (até 34 anos), com ensino superior e nas classes AB.

É interessante observar que o percentual dos que consideram o consumo de álcool prejudicial à saúde é maior entre a classe D/E (60%) e aqueles com apenas o ensino fundamental (57%).

Ultraprocessados

A pesquisa Datafolha mostra aprovação maciça pela população, que chega a 89%, de uma cesta básica só com alimentos saudáveis, incluindo frutas, arroz e feijão.

Tanto a venda de ultraprocessados em cantinas de escolas como sua publicidade voltada para crianças têm alta rejeição. No primeiro caso, alcança 73% dos entrevistados e, no segundo, 79%.


Fonte: Texto retirado da Folha de São Paulo


Resumo dos principais resultados - Fonte: Datafolha e ACT Promoção da Saúde

A pesquisa Datafolha encomendada pela ACT Promoção da Saúde pode ser acessada, na íntegra, aqui.


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