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Vacinação infantil começa recuperação no Brasil e no mundo após retrocesso pela pandemia

Após longos anos de baixa cobertura vacinal, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o UNICEF mostram promissores sinais nessa recuperação. Os novos dados das organizações apontam que os serviços de imunização cresceram, mas com efeito contrário nos países de baixa renda que ainda não se recuperaram dos níveis pré-pandêmicos, o que acomete em um risco de saúde e crise humanitária.

Foto: Freepik

Os dados apontam que 4 milhões de crianças a mais foram imunizadas em 2022 em todo o planeta na comparação com o ano anterior. As informações divulgadas nessa terça-feira (18) também dão conta de que 20,5 milhões de crianças deixaram de ser vacinadas em 2022, número bem abaixo dos 24,4 milhões em 2021. Em 2019, último ano completo antes da pandemia de COVID-19, 18,4 milhões de crianças estavam nessa lamentável estatística, número ainda não recuperado após três anos, ressaltando a necessidade de esforços contínuos de atualização, recuperação e fortalecimento do sistema.


Para Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, “esses dados são encorajadores e uma homenagem àqueles que trabalharam tanto para restaurar os serviços de imunização que salvam vidas após dois anos de declínio sustentado na cobertura de imunização”. Mesmo assim demonstrou preocupação com a situação atual da vacinação pelo mundo. “Mas as médias globais e regionais não contam toda a história e mascaram desigualdades graves e persistentes. Quando os países e as regiões ficam para trás, as crianças pagam o preço.”


Já para Catherine Russell, Diretora Executiva do UNICEF, “por trás da tendência positiva existe um grave aviso”. Catherine ainda alerta para a intensificação da vacinação em diversas partes do mundo, pois o vírus não respeita fronteiras. “Até que mais países consertem as lacunas na cobertura de imunização de rotina, as crianças em todos os lugares continuarão em risco de contrair e morrer de doenças que podemos prevenir. Vírus como o sarampo não reconhecem fronteiras. Os esforços devem ser intensificados com urgência para recuperar as crianças que perderam a vacinação, enquanto restauram e melhoram ainda mais os serviços de imunização dos níveis pré-pandêmicos.”


No Brasil, as estimativas de cobertura vacinal da OMS e UNICEF, com dados revisados de 2022, apresentam o status da imunização em todo o país que também passa pela baixa cobertura desde o momento pré-pandemia. Em 2022, entretanto, a cobertura vacinal voltou a mostrar melhora nos dados, como a vacina BCG, que protege contra a tuberculose, no qual passou de 69% em 2021 para 88% em 2022.


A vacina contra o sarampo (MCV) também apresentou melhora, de 73% em 2021 para 81% no ano passado, assim como a melhora na imunização IPV, vacina que contra a Difteria (Crupe), tétano, coqueluche (Pertussis) e poliomielite (Paralisia Infantil), com o mesmo crescimento de 73% para 81%.

Brasil: Estimativas de cobertura vacinal da OMS e UNICEF: revisão de 2022. Foto: Divulgação

Muitas partes interessadas estão trabalhando para acelerar a recuperação em todas as regiões e em todas as plataformas de vacinas. No início de 2023, a OMS e o UNICEF, juntamente com Gavi, a Fundação Bill & Melinda Gates e outros parceiros da IA2030 lançaram 'The Big Catch-Up', um esforço global de comunicação e defesa, pedindo aos governos que recuperem as crianças que perderam as vacinas durante a pandemia, restaurar os serviços de imunização aos níveis pré-pandêmicos e fortalecê-los no futuro:

  • Reforçando seu compromisso de aumentar o financiamento para a imunização e trabalhar com as partes interessadas para desbloquear os recursos disponíveis, incluindo os fundos da COVID-19, para restaurar com urgência serviços interrompidos e sobrecarregados e implementar esforços de recuperação.

  • Desenvolver novas políticas que permitam que os imunizantes cheguem às crianças que nasceram pouco antes ou durante a pandemia e que já passaram da idade em que seriam vacinadas pelos serviços de imunização de rotina.

  • Fortalecer os serviços de imunização e cuidados primários de saúde – incluindo os sistemas comunitários de saúde – e enfrentar os desafios da imunização sistêmica para corrigir a estagnação de longo prazo na vacinação e atingir as crianças mais marginalizadas.

  • Construir e manter a confiança e aceitação da vacina por meio do envolvimento com comunidades e provedores de saúde


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